PautaX — página inicial

Campanha de Lula denuncia interferência da Meta favorecendo Bolsonaro

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acusa a Meta de beneficiar postagens do candidato Flávio Bolsonaro nas redes sociais. A plataforma nega as alegações e atribui problemas ao funcionamento técnico de seus sistemas.

Publicado em 3 min de leitura
Campanha eleitoral e redes sociais: Meta sob questionamento por interferência nas eleições brasileiras de 2026
Foto: Reprodução/Agência BrasilVer na fonte

A Meta, empresa que opera Facebook, Instagram e WhatsApp, atribuiu a redução no alcance de conteúdo vinculado à campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a "problemas técnicos" em suas plataformas.

Concomitantemente, a companhia norte-americana refutou as alegações do comitê da campanha de Lula, que sustenta ser falsa a tese de que a Meta estaria privilegiando o alcance de postagens do concorrente Flávio Bolsonaro (PL) nas redes.

"As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos", informou a Meta.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) receberam acionamento da campanha petista, que aponta "fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro".

Conforme declaração do PT, a empresa assegurou que essa "falha" afetou outros anunciantes e economias, porém não apresentou qualquer comprovação disso, e muito menos confirmação de que o problema também atingiu demais concorrentes no território nacional. "Novamente, sustenta a META, tratou-se de um 'problema técnico'", relata o comunicado da campanha.

O TSE ofereceu à Meta um prazo de 48 horas para que esclarecesse as acusações apresentadas pelo comitê de Lula. Análise conduzida pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT revela que a página do senador Flávio Bolsonaro recebia, em média, engajamento 2,96 vezes superior ao da página de Lula, apesar de possuir 17,2% menos seguidores.

Segundo comunicado petista, "a Meta reconheceu a falha e, novamente, mencionou 'problemas técnicos' como explicação", acrescentando que "essas ações interferem diretamente em conquistas como a extinção das BETs, da jornada 6x1, além das medidas de contenção orçamentária contra programas de transferência de renda".

Meta e Trump

Desde que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump tomou posse de seu novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, Mark Zuckerberg, proprietário da Meta, comunicou sua intenção de colaborar com o político republicano no combate a países ou governos que busquem estabelecer regulamentações para as redes sociais.

A utilização ou manipulação de plataformas digitais para segmentar e amplificar conteúdo durante disputas eleitorais permanece como objeto de investigações judiciais e debate em diversos contextos internacionais.

Entre os episódios mais célebres consta o envolvimento da consultoria Cambridge Analytica, que obteve registros de dezenas de milhões de usuários do Facebook para direcionar mensagens de campanha nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016, quando Trump foi eleito pela primeira vez, bem como no referendo do Brexit, no Reino Unido.

Em março de 2018, o Facebook Inc., que posteriormente adotou a designação Meta, reconheceu deficiências em seu sistema que possibilitaram a coleta sem precedentes de informação utilizada pela Cambridge Analytica nas campanhas.

Em julho de 2019, a Meta (ainda denominada Facebook Inc. na ocasião) enfrentou condenação a pagar multa de US$ 5 bilhões pela Comissão Federal de Comércio (FTC, sigla em inglês) dos EUA por supostamente "enganar" seus usuários quanto à capacidade de controle sobre a privacidade de seus dados.

Com informações de Agência Brasil.

Perguntas frequentes

Por que o PT denunciou a Meta ao TSE?

A campanha de Lula alega que a Meta beneficiava o alcance de postagens de Flávio Bolsonaro. Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT indicou que a página de Bolsonaro tinha 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de 17,2% menos seguidores. O PT vê isso como interferência eleitoral em favor do candidato do PL.

Como a Meta respondeu às acusações?

A Meta negou as alegações e afirmou que problemas técnicos afetaram múltiplos anunciantes e mercados, não apenas a campanha de Lula. A empresa reiterou que cumpre normas eleitorais e está comprometida com isonomia de uso das plataformas, mas não apresentou evidências de que o problema afetou também outros candidatos no Brasil.

Qual é o histórico de controvérsias da Meta sobre eleições?

A Meta foi envolvida no escândalo da Cambridge Analytica em 2016, quando dados de milhões de usuários foram colhidos para direcionar conteúdo em eleições nos EUA e no referendo do Brexit. Em 2018, a empresa reconheceu falhas no sistema. Em 2019, pagou multa de US$ 5 bilhões à FTC dos EUA.

Fontes

Com informações de

  • Agência Brasil — Meta alega problemas técnicos para menor alcance de Lula nas redesagenciabrasil.ebc.com.br

A PautaX redige textos originais a partir de fontes públicas; não copiamos texto nem imagens dos veículos. Veja nossa política editorial.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisada automaticamente. Saiba como fazemos. Encontrou um erro? Veja como pedir correção.

Newsletter

Receba as pautas do dia

Um e-mail por dia com o essencial, com as fontes à vista. Saiba mais

Adicione a PautaX como fonte preferida no Google

Encontrou um erro nesta matéria? Veja como pedir correção ou escreva para contato@pautax.com.br.