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Pressão interna leva ministro de Lula a se afastar para reforçar campanha

O ministro da Secretaria de Comunicação enfrenta críticas internas do PT pelo desempenho no primeiro turno e deixa o cargo em férias para se dedicar exclusivamente à estratégia eleitoral nas próximas duas semanas…

Publicado em 4 min de leitura
Ambiente de reunião com autoridades em Brasília durante discussão de campanha eleitoral
Foto: Reprodução/TerraVer na fonte

Afastamento temporário para impulsionar estratégia eleitoral

O ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, iniciará férias do ministério nesta segunda-feira, 12 de outubro, para se dedicar integralmente à campanha petista pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ação tem por objetivo fortalecer a estrutura de comunicação, composta por aliados próximos, e consolidar a posição dessa equipe na estratégia das próximas duas semanas. Esse grupo se tornou alvo principal de críticas internas da liderança petista.

Conforme mostrado pelo Estadão, um dia depois do resultado do primeiro turno da disputa presidencial, que deixou Flávio Bolsonaro (PL) em posição à frente, integrantes da cúpula petista apontaram Sidônio como responsável por significativa parcela dos desafios enfrentados. O ministro é sócio do marqueteiro Raul Rabello e foi quem dirigiu a equipe na vitória de Lula em 2022. Segundo o G1, Sidônio tem sido alvo de críticas por priorizar a campanha na defesa da soberania e das terras raras, em lugar de questões que afetam o dia a dia do eleitor. Lula chegou a dizer que essa foi a campanha mais desorganizada que realizou até o momento.

Ambiente de reunião com autoridades em Brasília durante discussão de campanha eleitoral
Ambiente de reunião com autoridades em Brasília durante discussão de campanha eleitoral · Foto: Reprodução/G1 · Ver na fonte

Ainda que formalmente ligado ao ministério, Sidônio integrava o planejamento da campanha e oferecia aconselhamento direto ao presidente para determinadas iniciativas nesta corrida eleitoral. Uma evidência disso foi a decisão de Lula de restringir as apostas esportivas no país por intermédio de uma medida provisória — uma sugestão que o ministro apresentou recorrentemente. De acordo com o G1, Sidônio também faz parte de um núcleo gestor que colabora com Lula para definir as principais estratégias na disputa, ao lado de Edinho, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos (PSOL) e do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

Novas faces e estratégias de comunicação

Após cobranças da cúpula petista por transformações na comunicação, o partido recomposição da equipe na semana passada, incluindo Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí e o mais votado do Brasil em 4 de outubro.

Fonteles ganhou projeção após uma conversa em Brasília no dia seguinte ao pleito, quando propôs que Lula realizasse mais registros em vídeo para plataformas digitais utilizando o formato de "selfie".

Os efeitos dessa mudança se tornaram visíveis em menos de uma semana, com crescimento da participação do público. Durante o primeiro compromisso de campanha de Lula no segundo turno, realizado na sexta-feira, 9 de outubro, o presidente brincou que está virando o "rei da selfie".

Até o presente momento, não há discussão sobre a substituição de Rabello, mas sim sobre uma possível colaboração com o marqueteiro Otávio Antunes, que adota uma linguagem de comunicação mais combativa. O publicitário apresentou questionamentos em conversas reservadas acerca do desempenho da equipe de comunicação da campanha presidencial e foi responsável pelos programas eleitorais de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo. Haddad foi derrotado no primeiro turno, conquistando 36,4% dos votos válidos.

Edinho, na posição de coordenador geral da campanha, contará agora com a participação do senador Camilo Santana, líder do PT no Senado. Camilo, ex-ministro da Educação, atuará na articulação política com objetivo de ampliar o apoio ao presidente nos próximos dias. A inclusão de Camilo recebeu respaldo favorável dos integrantes da equipe de comunicação da campanha. Segundo apuração do G1, essa reorganização com petistas nordestinos está alinhada com uma estratégia de expandir a votação na região, pois há diagnóstico entre dirigentes petistas de que o Nordeste representa a região com maior potencial para Lula recuperar votos e reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro.

Segundo o G1, o processo de afastamento de ministros e assessores do governo para atuar na campanha não é novidade neste ciclo. O fotógrafo Ricardo Stuckert, homem de confiança de Lula, deixou as funções governamentais ainda em julho. Stuckert ocupava o cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência e segue Lula há mais de duas décadas realizando registros oficiais dos eventos presidenciais. Antes do primeiro turno, outros ministros e colaboradores também se afastaram para concentrar-se na campanha, entre eles Boulos e José Guimarães, titular da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, também se afastou temporariamente de suas atribuições poucos dias antes da votação do primeiro turno. Mercadante, histórico companheiro político de Lula, foi encarregado de formular o programa de governo do petista na campanha de 2022.

Com informações de Terra, G1 e Estadão.

Fontes

Com informações de

  • Terra — Sidônio Palmeira, ministro da Secom de Lula, tira férias para entrar de vez na campanhaterra.com.br
  • G1 — Ministro da Secom, Sidônio deve tirar férias para participar da campanha de Lula à Presidênciag1.globo.com
  • Estadão — Sidônio Palmeira, ministro da Secom de Lula, tira férias para entrar de vez na campanhaestadao.com.br

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