Trump vs Hillary Clinton: Suprema Corte dos EUA analisa ação sobre…
Donald Trump recorreu à Suprema Corte americana pedindo a reabertura de processo contra Hillary Clinton, onde a acusa de conspiração eleitoral.
Donald Trump apresentou petição à Suprema Corte dos Estados Unidos solicitando a retomada de sua ação judicial contra Hillary Clinton, rival sua na disputa presidencial de 2016. Na acusação, Trump alega que Clinton conspirou com o antigo diretor do FBI James Comey e outras figuras para contaminar sua campanha ao conectá-la falsamente à interferência russa. A ação foi rejeitada por tribunais de instâncias menores, que a qualificaram como frívola e abusiva, resultando na imposição de penalidades financeiras de aproximadamente US$ 1 milhão contra Trump e sua advogada pelo uso inadequado do aparato judiciário para objetivos políticos. Um tribunal de apelação reafirmou o arquivamento e sustentou as sanções impostas.
Na sexta-feira (9 de outubro), o presidente dos EUA, Donald Trump, protocolou um recurso junto à Suprema Corte solicitando o restabelecimento de sua ação judicial anteriormente indeferida contra sua adversária democrata nas eleições de 2016, Hillary Clinton. No processo, acusava Clinton de articular com Comey, ex-dirigente da agência federal de investigação, e outras pessoas para manipular o pleito daquele ano, procurando ligar sua campanha presidencial à Rússia.
O presidente republicano acionou a instância máxima após um magistrado federal ter rejeitado a demanda e imposto sanções de aproximadamente US$ 1 milhão contra Trump e uma de suas advogadas por terem apresentado uma ação considerada "frívola". Posteriormente, um tribunal de apelações norte-americano confirmou o indeferimento e manteve as penalidades financeiras.
Em 2022, quando já não ocupava a presidência depois de sua derrota no pleito de 2020, Trump iniciou uma ação judicial contra Clinton, Comey, o investigador britânico Christopher Steele, a direção nacional do Partido Democrata e múltiplos outros envolvidos. O processo foi ajuizado no tribunal federal com jurisdição sobre a Flórida.
Trump, conhecido por recorrer frequentemente a ações judiciais contra seus opositores, sustentou que durante a campanha de 2016 Clinton coordenou-se com colaboradores para prejudicar sua reputação através de uma "narrativa enganosa" segundo a qual ele e sua equipe teriam cooperado com Moscou. A ação judicial, de extensão considerável, continha alegações de "atividade criminosa organizada" e "conspiração com o propósito de perpetrar fraude prejudicial", dentre outras acusações.
Trump venceu aquele pleito, não obstante ter recebido menos votos que Clinton em âmbito nacional, exercendo seu primeiro período presidencial de 2017 até 2021.
Órgãos do governo norte-americano imputaram à Rússia a responsabilidade por atos de ingerência no escrutínio de 2016. Uma investigação dirigida pelo ex-chefe da agência investigativa federal Robert Mueller evidenciou contatos volumosos entre os colaboradores da campanha de Trump e intermediários russos que atuavam para alterar o resultado em seu benefício. Trump caracterizou o tema de interferência russa como uma "farsa".
Desde que foi derrotado pelo democrata Joe Biden no pleito de 2020, Trump vem divulgando alegações infundadas a respeito de corrupção eleitoral massiva naquele ano. Trump reconquistou a chefia do executivo ao superar a democrata Kamala Harris em 2024 e prossegue em suas afirmações infundadas.
O juiz federal Donald Middlebrooks barrou a ação judicial que Trump havia movido contra Clinton, argumentando inúmeras insuficiências, abrangendo a circunstância de Trump ter postergado o envio de determinadas acusações além do prazo apropriado. Middlebrooks descreveu o processo de Trump como um "documento político de duzentas folhas que cataloga seus descontentamentos com todos quantos se opuseram a ele".
Em sequência, Middlebrooks determinou que Trump e sua principal defensora no caso, Alina Habba, desembolsassem aproximadamente US$ 1 milhão relativos a honorários profissionais e despesas processuais. As penalidades foram impostas pelo fato de, na avaliação do magistrado, a demanda visar a "difundir de forma enganosa uma narrativa de natureza política". O juiz, igualmente, censurou Trump e seus representantes legais por um "comportamento constante de má utilização do sistema judiciário".
Middlebrooks identificou que o processo empregava estratégias processuais vexatórias, continha alegações de fato "intencionalmente falsas" e recorria a interpretações jurídicas "infundadas".
O Tribunal Federal de Apelações do 11º Circuito, localizado em Atlanta, ratificou as conclusões do juiz federal em 2025, abrangendo a manutenção das sanções.
Com informações de Terra.
Perguntas frequentes
O que Trump alega contra Hillary Clinton na ação judicial?
Trump acusa Clinton, o ex-diretor do FBI James Comey e outras pessoas de conspiração para contaminar sua campanha presidencial de 2016 ao conectá-la falsamente à interferência russa. Segundo Trump, criaram uma "narrativa enganosa" para prejudicar sua reputação durante a eleição.
Por que o processo foi rejeitado pelas instâncias inferiores?
O juiz federal Donald Middlebrooks descreveu a ação como frívola, contendo alegações conscientemente falsas, estratégias processuais abusivas e teorias jurídicas infundadas. Middlebrooks também observou que Trump havia postergado excessivamente o envio de várias acusações além do prazo apropriado.
Qual foi o valor das sanções impostas a Trump?
O juiz Middlebrooks condenou Trump e sua advogada Alina Habba a pagarem aproximadamente US$ 1 milhão em honorários profissionais e despesas processuais pelo uso inadequado do aparato judiciário para objetivos políticos. O tribunal de apelações confirmou essa condenação.
Fontes
Com informações de
- Terra — Trump leva à Suprema Corte dos EUA ação contra Hillary Clinton relativa à eleição de 2016terra.com.br
- Investing.com Brasil — Trump leva à Suprema Corte dos EUA ação contra Hillary Clinton relativa à eleição de 2016br.investing.com
- UOL — Trump leva à Suprema Corte dos EUA ação contra Hillary Clinton relativa à eleição de 2016noticias.uol.com.br
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