PautaX — página inicial

Kingdom Hearts Collection I-III: reinvenção contínua e preparação para o quarto

A Square Enix lançou uma coletânea que reúne os três primeiros capítulos numerados de Kingdom Hearts no PlayStation 5, oferecendo uma oportunidade para novos jogadores acompanharem a trama complexa que conecta o…

Publicado em 7 min de leitura
Cena de gameplay de Kingdom Hearts III no PlayStation 5 com personagens Disney em ambiente mágico
Foto: Reprodução/PSX BrasilVer na fonte

Kingdom Hearts representa uma das combinações mais singulares do universo dos jogos: a fusão entre os universos da Disney e Final Fantasy, iniciada em 2002, consolidou-se como uma das principais franquias da Square Enix e segue em direção ao seu quarto título numerado. Ao longo dos anos, porém, a série foi expandida com inúmeros lançamentos em diferentes consoles e dispositivos portáteis, transformando-se em um desafio acompanhar cada nova aventura de Sora e dos portadores das Keyblades.

Com um novo jogo planejado para 2027, a Square Enix disponibilizou agora a Kingdom Hearts Collection [I ~ III], compilação que reúne os volumes anteriormente lançados: 1.5 + 2.5 ReMix, 2.8 Final Chapter Prologue e Kingdom Hearts III incluindo a DLC Re:Mind. O diferencial é que, pela primeira vez, esses títulos funcionam nativamente no PlayStation 5. Nossa análise aborda a coleção em sua totalidade, não cada jogo em separado.

Diferentemente de algumas expectativas, a coletânea está dividida em três pacotes distintos que devem ser baixados independentemente. O pacote 1.5 + 2.5 ReMix contém quatro jogos completos (Kingdom Hearts Final Mix, Kingdom Hearts Re:Chain of Memories, Kingdom Hearts II Final Mix e Kingdom Hearts Birth by Sleep) mais compilações de cinemáticas e documentos dos títulos originais do Nintendo DS: Kingdom Hearts 358/2 Days e Kingdom Hearts Re:coded. Como nas versões para PS3 e PS4, todos rodam na melhor qualidade disponível, com 60 fps consistentes e a novidade da resolução 4K nativa.

Nesses jogos, o universo mágico da franquia se desdobra a começar por Kingdom Hearts original, que acompanha Sora, um jovem dotado da capacidade de empunhar a Keyblade, em sua jornada ao lado de Donald e Pateta pelos mundos Disney, enfrentando criaturas chamadas Heartless. Trata-se de um RPG de ação em seus estágios iniciais, com exploração baseada em plataforma e combate em ritmo moderado. Uma melhoria notável em relação à versão original para PS2 é a possibilidade de controlar a câmera com o analógico direito, anteriormente vinculado aos gatilhos L2 e R2.

Kingdom Hearts Collection [I ~III]
Kingdom Hearts Collection [I ~III] · Foto: Reprodução/PSX Brasil · Ver na fonte

Re:Chain of Memories é um remake do original de GBA que exemplifica uma característica marcante da série: sua capacidade de se reinventar com novas mecânicas de gameplay, algumas bem-sucedidas e outras questionáveis. Funcionando como um spin-off entre o primeiro e segundo jogo, introduz um sistema de construção de decks onde combinações de cartas em tempo real geram ataques variados, enquanto outras cartas permitem acessar novas áreas para exploração. Embora seja um dos títulos menos celebrados, pode surpreender quando oferecida uma chance. Testar combinações é envolvente e, apesar de revisitar quase todos os mundos do jogo inicial, sua trama repleta de mistérios prende até o final, contando ainda com duas campanhas: uma com Sora e outra com Riku.

Kingdom Hearts II Final Mix é provavelmente o favorito da maioria dos jogadores. Tudo funciona com eficiência notável e é o título que melhor resistiu ao tempo nesta coleção. A narrativa ganha complexidade adicional e o sistema de batalha é muito mais focado em ação rápida, com reaction commands, novas habilidades e mundos inesquecíveis. É o jogo com a melhor curadoria de mundos Disney e o que mais integra as narrativas dos filmes à jornada de Sora e seus companheiros. Representa o auge da série, acompanhado de perto por Birth by Sleep.

Birth by Sleep nos apresenta personagens que empunhavam Keyblades muito antes de Sora: Terra, Aqua e Ventus. Novamente surge uma nova mecânica de gameplay para seleção de ataques especiais e magia, mantendo a essência do RPG de ação. A história entrega um dos melhores, senão o melhor, melodramas da saga. Fechando esse pacote, os compilados de 358/2 Days e Re:coded sintetizam a história dos jogos originais do Nintendo DS. São conteúdos imprescindíveis para compreender a mitologia de Kingdom Hearts que, apesar de intrincada, conecta-se de maneira coerente a cada título.

O segundo pacote, 2.8 Final Chapter Prologue, traz dois jogos (Dream Drop Distance e 0.2 Birth by Sleep – A Fragmentary Passage) e a animação Kingdom Hearts χ Back Cover, que narra a história dos Foretellers e a trama psicológica que precede a primeira Keyblade War. KH: DDD é um remaster do original de Nintendo 3DS bem adaptado para consoles, funcionando como um spin-off após KH II preparando terreno para o terceiro capítulo. As novidades incluem os Dream Eaters, criaturas que treinamos para auxiliar em combate, e a mecânica de Drop, alternando continuamente entre Sora e Riku durante o exame Mark of Mastery.

KH 0.2 oferece um "capítulo perdido" na história de Aqua com ligação direta a KH III. Quando lançado, proporcionava um vislumbre do futuro da série em termos gráficos e combate. Nesta versão para PS5, está muito mais fluido, com taxa de quadros estável e qualidade visual aprimorada. É uma aventura breve que merece revisita e que, em poucos minutos, demonstra o avanço ocorrido. Vale notar que é o mais curto de todos e algumas modelagens ainda parecem desajustadas, porém funciona como uma demonstração técnica do que se tornaria Kingdom Hearts III.

Entre tudo que essa coletânea oferece, KH III + ReMind é o destaque principal. O jogo, já visualmente impressionante em 2019, fica ainda mais espetacular no PlayStation 5, com texturas em alta resolução e, principalmente, estabilidade de quadros que permite jogar em 60 fps constantes. Parece um detalhe menor, porém faz diferença substancial na prática. Kingdom Hearts III é veloz, com combate dinâmico repleto de efeitos de partículas e a capacidade de invocar as atrações dos parques Disney.

Ver tudo isso rodando sem travamentos e com qualidade visual impressionante é deslumbrante. Em vários momentos questiona-se se o jogo era tão bonito assim no PS4. Esta versão nativa do PlayStation 5 acompanha a DLC Re:Mind, que acrescenta conteúdo à história principal e traz diversos chefes opcionais desafiadores para testar as habilidades dos jogadores. Ainda que o terceiro capítulo tenha limitações em sua seleção de mundos e na adaptação dos filmes Disney, jogá-lo nesta versão do PlayStation 5 foi uma experiência muito gratificante.

Kingdom Hearts Collection [I ~III]
Kingdom Hearts Collection [I ~III] · Foto: Reprodução/PSX Brasil · Ver na fonte

A pergunta fundamental é: vale a pena adquirir essa coletânea? A resposta depende do perfil. Para quem busca primeiro contato com a franquia ou jogou apenas as versões iniciais nunca tendo adquirido as coleções anteriores, definitivamente vale muito a pena. Ela reúne praticamente todos os títulos (exceto Melody of Memory), sendo essencial para se preparar para Kingdom Hearts IV. Porém, para quem já possui as versões de PS4, dificilmente haverá justificativa para nova compra, já que não existem melhorias ou novidades significativas para 1.5 + 2.5 ReMix ou 2.8 Final Chapter Prologue.

Por outro lado, a versão de PS5 de Kingdom Hearts III isoladamente vale a pena pela melhora substancial em estabilidade, tornando o gameplay fluido e ainda mais dinâmico. Como cada pacote pode ser adquirido separadamente, investir no terceiro título pode ser mais atrativo. O preço também é um fator que pode desestimular quem já possui as versões anteriores — um upgrade gratuito ou ao valor de 10 dólares teria soado mais interessante — além do ponto negativo contínuo: os títulos seguem sem localização em português do Brasil.

Em linhas gerais, Kingdom Hearts Collection [I ~ III] acerta ao apresentar o compilado definitivo para novatos na série e preparar o caminho para o quarto capítulo numerado. Sua trama intrincada, porém mágica, continua fascinando, e a versatilidade e inovação das mecânicas de gameplay são pontos muito positivos, evidenciando a criatividade da equipe — ainda que algumas ideias não funcionem tão bem na prática. Infelizmente, o preço elevado torna a recomendação mais apropriada para jogadores em primeira viagem ou fãs apaixonados.

Kingdom Hearts Collection [I ~ III] está disponível para PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC sem legendas em português do Brasil. Esta análise refere-se à versão para PS5 e foi realizada com código fornecido pela Square Enix.

Com informações de PSX Brasil.

Fontes

Com informações de

  • PSX Brasil — Kingdom Hearts Collection [I ~ III] – Reviewpsxbrasil.com.br

A PautaX redige textos originais a partir de fontes públicas; não copiamos texto nem imagens dos veículos. Veja nossa política editorial.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisada automaticamente. Saiba como fazemos. Encontrou um erro? Veja como pedir correção.

Newsletter

Receba as pautas do dia

Um e-mail por dia com o essencial, com as fontes à vista. Saiba mais

Adicione a PautaX como fonte preferida no Google

Encontrou um erro nesta matéria? Veja como pedir correção ou escreva para contato@pautax.com.br.