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Moro vence no Paraná e assume seu primeiro cargo executivo em primeiro turno

O senador do PL conquistou a maioria dos votos válidos e encerrou a disputa pela sucessão de Ratinho Junior, que não podia concorrer novamente.

Publicado em 6 min de leitura
Votação em seção eleitoral durante as eleições 2026 para governo do Paraná
Foto: Reprodução/InfoMoneyVer na fonte

Sergio Moro (PL) conquistou a vitória para o governo do Paraná já no primeiro turno, recebendo 50,11% dos votos válidos. Sandro Alex (PSD) obteve 25,35%, enquanto Requião Filho (PDT) ficou em terceiro com 23,48%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,89% das urnas totalizadas.

A vitória representa a estreia de Moro no comando de um Executivo, encerrando simultaneamente o processo sucessório do atual governador Ratinho Junior (PSD), impedido de disputar novo mandato após sua reeleição em 2022. Naquela ocasião, Ratinho havia vencido ainda na primeira rodada com 69,64% dos votos válidos.

Ratinho finalizou seu segundo mandato com índice de aprovação de 79% e desaprovação de 12%, conforme levantamento Quaest divulgado em 24 de setembro. Para preservar sua legenda no poder estadual, o PSD indicou Sandro Alex, que contou com o ex-prefeito curitibano Rafael Greca (MDB) na posição de vice.

A coligação de Sandro Alex incorporava PP, PSDB, União Brasil e MDB, além de outras legendas. O candidato também recebeu respaldo de Ronaldo Caiado (União Brasil) na disputa regional.

Moro participou da campanha acompanhado pelo vice Edson Vasconcelos (PL) e apoiado por Novo, Podemos e Democracia Cristã. O senador igualmente contou com o suporte de Flávio Bolsonaro (PL) em sua trajetória eleitoral.

Sua aproximação com a legenda pelejista ocorreu alguns meses antes do pleito. Moro abandonou a União Brasil e filiou-se ao PL em março, momento em que perdeu o apoio do PP para sua candidatura estadual.

Requião Filho disputou o Palácio Iguaçu ao lado de Michele Caputo (Solidariedade) como vice, concentrando as agremiações de esquerda em torno de sua candidatura. Sua chapa agrupava PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL e Solidariedade e desfrutou do apoio de Lula.

Segundo dados do TSE, no total 122 mil votos foram marcados em branco e 133 mil nulos, correspondendo a 1,79% e 1,95% do total respectivamente. Moro recebeu 3.126.032 votos no cômputo de 99,87% das urnas apuradas.

Sondagens já apontavam êxito na primeira etapa

Moro compareceu ao dia da votação liderando as pesquisas e dentro da margem necessária para finalizar a disputa logo na primeira rodada.

O Instituto Paraná Pesquisas, publicado em 28 de setembro, indicava o senador com 46,2% das preferências eleitorais, contrastando com 23,6% para Requião Filho e 21,5% para Sandro Alex.

Ao se considerar apenas votação válida, Moro chegava a 50,1%. O levantamento apresentava margem de erro de 2,8 pontos percentuais, deixando em aberto tanto um resultado conclusivo no primeiro turno como a possibilidade de segundo enfrentamento.

Sergio Moro é eleito governador do Paraná no 1º turno
Sergio Moro é eleito governador do Paraná no 1º turno · Foto: Reprodução/CartaCapital · Ver na fonte

A pesquisa Quaest publicada em 24 de setembro mostrava performance menos decisiva. Moro apresentava 36%, enquanto Requião Filho e Sandro Alex apareciam equiparados com 20% cada.

Em cenários de segundo turno, a Quaest registrava Moro com 48% contra 32% de Requião Filho. Em confronto direto contra Sandro Alex, o senador alcançava 43%, diante de 29% do candidato pessedista.

Mudança de legenda e herança de Ratinho moldaram a campanha

A migração de Moro para o PL redefiniu o cenário eleitoral estadual. O senador transferiu-se para a legenda em março, depois que o PP suspendeu seu patrocínio à candidatura, passando a desfrutar do amparo de Flávio Bolsonaro.

Naquele período, Ratinho Junior optou por continuar exercendo suas funções governamentais até o encerramento de seu mandato, direcionando seus esforços eleitorais na busca por eleger um sucessor.

De acordo com a Jota, até julho deste ano Ratinho mantinha indefinida a definição sobre seu pré-candidato, considerando diversas opções. Nomes como Rafael Greca, o secretário estadual Guto Silva e Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, todos pelo PSD, estavam na cogitação. Quando Ratinho selecionou o secretário Sandro Alex, Greca deixou a legenda para se apresentar pelo MDB, enquanto Curi migrou para o Republicanos. No final de julho, Ratinho conquistou o apoio da federação União-PP, o que se mostrou decisivo para Greca desistir de sua pré-candidatura e integrar como vice de Alex.

Na fase terminal, o vínculo de Moro com o bolsonarismo também ganhou espaço nos debates públicos. No encontro coordenado pela RPC em 29 de setembro, Sandro Alex cuestionou a ligação do senador com Bolsonaro. Moro fez referência, dentre outros aspectos, ao seu voto contrário à nomeação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Requião Filho também explorou as mudanças de direção política do adversário e manifestou rejeição à aproximação de Moro com o PL e sua liderança nacional, Valdemar Costa Neto.

A Jota ainda apontou que a campanha inicial, com três candidaturas viáveis, rompeu temporariamente a divisão entre a esquerda lulista e a direita bolsonarista que predominou em outros estados e na disputa presidencial. O espectro central, que iniciou fragmentado, se reorganizou em torno de Alex. Esse movimento foi impulsionado pela participação ativa de Ratinho, que em confronto direto com Moro foi determinante para o desempenho do postulante pessedista, que começou atrás nas sondagens e aumentou sua viabilidade conforme a campanha avançava.

Trajetória e carreira de Sergio Moro

Sergio Moro, 54 anos, oriundo de Maringá, cursou Direito pela Universidade Estadual de Maringá. Prosseguiu na formação acadêmica com mestrado e doutorado obtidos na Universidade Federal do Paraná (UFPR), instituição onde também trabalhou como docente.

Iniciou sua carreira na magistratura federal em 1996, alcançando notoriedade nacional como juiz condutor dos procedimentos relativos à Operação Lava Jato em Curitiba.

Deixou a carreira judiciária em 2018 para integrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a administração de Jair Bolsonaro. Permaneceu nesta posição até abril de 2020, quando se desligou da gestão após divergências com o então presidente.

Em 2022, conquistou uma cadeira no Senado pelo Paraná, recebendo aproximadamente 1,9 milhão de votos. Durante sua atuação como juiz federal na Operação Lava Jato, segundo a CartaCapital, surgiram controvérsias significativas e posteriores anulações judiciais. O vazamento de mensagens da série 'Vaza Jato' revelou a quebra de sua imparcialidade ao expor coordenação informal e ilegal com o procurador Deltan Dallagnol. Em 2021, o STF reconheceu sua parcialidade e suspeição na condução de procedimentos decisivos, resultando na cassação de suas sentenças.

Agora, com a eleição deste domingo (4 de outubro), Moro encerra seu mandato no Senado para tomar posse do governo estadual em janeiro de 2027.

Com informações de InfoMoney, JOTA, CartaCapital e Agência Brasil.

Fontes

Com informações de

  • InfoMoney — Sergio Moro é eleito governador do Paraná no 1º turnoinfomoney.com.br
  • JOTA — Sergio Moro é eleito governador do Paraná em 1º turnojota.info
  • CartaCapital — Sergio Moro é eleito governador do Paraná no 1º turnocartacapital.com.br
  • Agência Brasil — Sergio Moro é eleito governador do Paraná em 1º turnoagenciabrasil.ebc.com.br
  • Jovem Pan — Sérgio Moro vence no 1º turno e é eleito governador do Paranájovempan.com.br
  • InfoMoney — Dr. Daniel vence no 1º turno e é eleito governador do Paráinfomoney.com.br
  • R7 — Dr. Daniel é eleito governador do Pará no primeiro turnonoticias.r7.com
  • Metrópoles — Sergio Moro vence no 1º turno e é eleito governador do Paranámetropoles.com
  • R7 — Sergio Moro (PL) é eleito governador do Paraná no primeiro turnonoticias.r7.com
  • UOL — Eleito governador no 1º turno, Moro agradece: 'Obrigado, Paraná'noticias.uol.com.br
  • Money Times — Dr. Daniel é eleito governador do Pará no primeiro turnomoneytimes.com.br

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