Véspera de eleição: MP Eleitoral cobra remoção de desinformação sobre urnas
Na noite anterior ao primeiro turno das eleições de 2026, o Ministério Público Eleitoral acionou o Tribunal Superior Eleitoral para remover vídeos com informações falsas sobre as urnas eletrônicas e o fechamento de…

O Ministério Público Eleitoral acionou o Tribunal Superior Eleitoral com duas ações destinadas a frear a propagação de conteúdos falsos ou descontextualizados relacionados às máquinas de votação e ao encerramento temporário de embaixadas. Além de solicitar que tais materiais sejam retirados das plataformas, o órgão requereu a aplicação de sanções financeiras aos responsáveis por sua disseminação.
Uma das medidas busca a exclusão pela Meta de um vídeo enganoso acerca das urnas eletrônicas. De acordo com o MP, a gravação ressurgiu no WhatsApp após circular desde 2018, apresentando o testemunho de indivíduos identificados como militares das polícias estaduais que questionam a integridade do algoritmo e dos procedimentos de limpeza das máquinas. O órgão reafirma que tal narrativa carece completamente de fundamento e pretende minar a confiança no voto.
Conforme exposto na petição, a divulgação foi novamente contestada por organizações especializadas em verificação de dados e não pode ser equiparada ao direito de se expressar. "Não há como confundir liberdade de expressão com a possibilidade de disseminação de fato sabidamente inverídico, na tentativa de descredibilizar o processo eleitoral e as instituições públicas, sem amparo em qualquer lastro fático ou probatório mínimo", assinala o documento.
Fechamento de embaixadas
Em paralelo, o MPE denuncia haver divulgação coordenada em plataformas digitais de materiais que vinculam o encerramento provisório das embaixadas e consulados dos EUA e da Austrália no Brasil a possíveis atos terroristas e perigo iminente de ruptura democrática.
O material foi distribuído através de perfis no Facebook de cinco candidatos aos cargos de deputado federal e estadual, bem como de um perfil na plataforma X.
O Ministério Público Eleitoral afirma que os posicionamentos carecem de fundamentação real e provocam perturbação no contexto social. "A publicação de fatos patentemente inverídicos, com mensagem de ataques à estabilidade do processo eleitoral e da ordem constitucional vigente, vulnera a normalidade e higidez das eleições", declara Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral Eleitoral.
Conforme informou a CNN Brasil, na noite de sábado (3), o órgão formalizou as duas ações com o objetivo de "conter a disseminação de informações falsas ou descontextualizadas que buscam descredibilizar o processo eleitoral em curso". Conforme o mesmo veículo, em 2026, o órgão atuou em 2,6 mil ações ligadas à propagação de conteúdos sabidamente incorretos.
Com informações de Metrópoles e CNN Brasil.
Perguntas frequentes
O que o MP Eleitoral pediu ao TSE?
O Ministério Público Eleitoral ajuizou duas ações solicitando a imediata remoção de vídeos falsos sobre urnas eletrônicas e o fechamento de embaixadas, além de pedir a aplicação de multas aos responsáveis pela disseminação desses conteúdos nas redes sociais.
Por que o vídeo sobre urnas eletrônicas é considerado falso?
O vídeo apresenta policiais militares alegando fraude no código das urnas e no zeramento das máquinas, narrativas que o MP Eleitoral enfatiza carecer completamente de fundamento. O material foi criado em 2018 e ressurgiu no WhatsApp visando minar a confiança no eleitor sobre o processo eleitoral.
Quais candidatos compartilharam o conteúdo sobre embaixadas?
Cinco candidatos a deputado federal e estadual publicaram o material falso em suas contas do Facebook. Também foi identificada uma publicação na plataforma X. O MP afirma que a divulgação foi coordenada e visa descredibilizar o processo eleitoral e a ordem constitucional.
Fontes
Com informações de
- Metrópoles — MP Eleitoral pede ao TSE remoção de vídeos falsos sobre urnas e embaixadasmetropoles.com
- CNN Brasil — MP Eleitoral pede ao TSE remoção de vídeos falsos sobre urnas e embaixadascnnbrasil.com.br
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