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Lula pede reforma do Judiciário e promete intensificar campanha para segundo

Após ficar atrás no primeiro turno, presidente realiza reunião de coordenação da campanha e critica 'promiscuidade' no STF. Defende participação em debates, maior esforço em rádio e passeatas, além de debater critérios…

Publicado em 6 min de leitura
Salão de reunião com autoridades políticas debatendo estratégia de campanha para segundo turno eleitoral
Foto: Reprodução/R7Ver na fonte

Resumo dos pontos principais

  • Lula busca resgatar o apoio de eleitores que se abstiveram no primeiro turno, priorizando entrevistas radiofônicas e atos nas ruas.
  • O presidente manifesta interesse em participar de debates televisivos contra Flávio Bolsonaro para o segundo turno.
  • Lula critica o STF e propõe uma reforma do Judiciário, questionando os critérios de indicação e a duração dos mandatos dos ministros.
  • Na segurança pública, o presidente defende a rápida aprovação da PEC de Segurança Pública e uma força nacional com efetivo próprio.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e candidato à reeleição pelo PT, afirmou na segunda-feira (5 de outubro) que a campanha necessita recuperar a atenção de eleitores que não votaram no primeiro turno.

Incêndio atinge fábrica da Cremer, controlada da Viveo, em Blumenau
Incêndio atinge fábrica da Cremer, controlada da Viveo, em Blumenau · Foto: Reprodução/Valor Econômico · Ver na fonte

O comunicado ocorreu durante o primeiro encontro de articulação da campanha pós-pleito, realizado no Hotel San Marco, localizado na Asa Sul em Brasília, onde definiram a estratégia para o segundo turno, previsto para 25 de outubro.

De acordo com Lula, aproximadamente 30 milhões de pessoas não compareceram às urnas, e o desinteresse eleitoral foi identificado como a causa principal. O presidente ressaltou que a campanha deve restaurar nas pessoas o interesse em participar do processo democrático.

Nesse contexto, Lula anunciou planos para ampliar suas aparições em emissoras de rádio, meio que afirmou ter explorado pouco até então, e retomar atividades de mobilização popular. "Vamos dormir menos, vamos trabalhar mais", declarou.

Lula também expressou apoio à participação em confrontos televisivos com Flávio Bolsonaro nesta fase. "Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tête-à-tête. Agora é um contra um", afirmou.

Sibéria impõe quarentena após morte de funcionária de instituto de pesquisa da peste negra
Sibéria impõe quarentena após morte de funcionária de instituto de pesquisa da peste negra · Foto: Reprodução/Valor Econômico · Ver na fonte

No primeiro turno, ambos os candidatos - Lula e Flávio Bolsonaro - não participaram de nenhum debate entre presidenciáveis, o que gerou críticas significativas de especialistas e usuários de redes sociais.

Também na segunda-feira, o estrategista da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), informou que o candidato deseja debater com Lula e que comunicará quais eventos integrará até quarta-feira (7 de outubro).

Resultados do primeiro turno

Na votação de domingo, Lula obteve 53.876.617 votos, correspondendo a 45,16% dos votos válidos, e terminou em segundo lugar. Flávio Bolsonaro conquistou a liderança, recebendo 56.104.268 votos (47,03%), uma margem de cerca de 2,2 milhões de votos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Anne-Sophie Mutter é destaque na temporada 2027 da Tucca
Anne-Sophie Mutter é destaque na temporada 2027 da Tucca · Foto: Reprodução/Valor Econômico · Ver na fonte

Ante ao resultado, Lula orientou seus colaboradores a investigarem seus próprios erros em detrimento de culpar rivais.

"Nós temos que procurar o que que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em vinte dias, temos que fazer mais rápido e mais bem feito", disse.

Lula também listou as questões que sua candidatura enfrentará até o segundo turno. Um deles refere-se ao papel exercido pelo Supremo Tribunal Federal.

Reforma do Judiciário

O que a mídia pode extrair das eleições
O que a mídia pode extrair das eleições · Foto: Reprodução/Valor Econômico · Ver na fonte

Lula dirigiu críticas ao STF e advogou por uma nova reforma do sistema judiciário. Conforme suas palavras, ele carrega "uma coisa muito grave que é a promiscuidade que foi estabelecida na Suprema Corte brasileira depois da Constituição".

O presidente recordou que a primeira reforma do Judiciário ocorreu durante seu primeiro mandato, contudo destacou que não alcançou os objetivos esperados devido ao corporativismo que se apoderou das instituições de controle.

Atualmente, segundo Lula, a população precisa dialogar sobre qual deve ser o processo para escolher os ministros do Supremo e se devem exercer mandatos. "É verdade que ninguém está acima da lei e nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei", afirmou.

Para Lula, o assunto é desafiador, porém relevante, pois a Corte estaria envolvida pela desconfiança social. Também na segunda-feira, Marinho havia repudiado integrantes do STF, acusando-os de se posicionarem "no centro do palco político".

A declaração sinaliza, segundo a CNN Brasil, uma tentativa do presidente de se afastar do desgaste sofrido pelo Supremo nos últimos meses. A crise teve início com investigações sobre o Banco Master e ganhou dimensão institucional à medida que mensagens e documentos da Polícia Federal passaram a mencionar magistrados, familiares e pessoas próximas a integrantes da Corte, criando divergências públicas entre os próprios ministros.

Lula enfatizou que o país necessita debater uma nova reforma do Judiciário, com participação da população na definição dos critérios para a escolha dos ministros do STF, além de discutir a instituição de mandatos para os integrantes do tribunal. "Nós precisamos decidir concretamente como vamos escolher os ministros do STF. É interesse pessoal do presidente? Pressão do Congresso? Não. Nós vamos ter que discutir com a sociedade qual o critério que nós vamos ter para indicar um ministro do STF, que o presidente manda para o Senado. E se ele vai ter mandato ou não", completou.

Segundo a CNN Brasil, o presidente do STF, Edson Fachin, adotou medidas recentes para ampliar o controle e a transparência nos casos sensíveis. Fachin solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, um relatório minucioso sobre as investigações, 'sem exceção de pessoa', incluindo possíveis menções aos próprios magistrados. Além disso, o presidente da Corte instituiu normas para petições de terceiros em processos em andamento, visando evitar atalhos na distribuição e na designação do relator.

Segurança pública

Quanto à segurança, Lula declarou que o modelo vigente não funcionou. "O dado concreto é, do jeito que tá, não deu resultado. O crime organizado ganhou a parada", constatou.

O presidente solicitou aos companheiros que se empenhem na aprovação célere da PEC da Segurança Pública, sem aguardar o início do mandato dos senadores eleitos neste ano. Conforme ele, a medida permitirá maior alocação orçamentária, pois os investimentos atuais seriam insuficientes até mesmo para estados como Piauí ou Bahia.

Lula também propôs a constituição de uma força nacional de segurança com quadro próprio, diferentemente do sistema atual, que utiliza policiais transferidos pelas unidades federativas. Argumentou que nenhuma iniciativa de segurança prosperará sem a presença estatal nas periferias, acompanhada de educação, assistência à saúde e vigilância comunitária.

Ao término do encontro, frente aos profissionais de mídia, Lula sintetizou a postura da reunião. "Se preparem porque nós vamos ganhar essa eleição", proferiu.

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Luiz Inácio Lula da Silva - presidente da República

Supremo Tribunal Federal (STF) - órgão do Judiciário federal

Com informações de R7, Valor Econômico, CNN Brasil e O Globo.

Fontes

Com informações de

  • R7 — Lula diz que carrega nas costas ‘promiscuidade estabelecida na Suprema Corte’, após sair atrás no 1º turnonoticias.r7.com
  • Valor Econômico — Estamos carregando nas costas a promiscuidade que ficou estabelecida no STF, afirma Lulavalor.globo.com
  • CNN Brasil — Lula diz que “carrega nas costas promiscuidade estabelecida” no STFcnnbrasil.com.br
  • O Globo — Lula diz que carrega nas costas 'promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte'oglobo.globo.com
  • Jovem Pan — Lula diz ‘carregar nas costas’ a ‘promiscuidade’ do STFjovempan.com.br

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