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Trump reitera que Putin quer acordo e acusa Zelensky de recusar negociações

O presidente americano afirma que o líder russo busca encerrar a guerra, mas o ucraniano resiste a qualquer compromisso. A declaração surge após acordo de compra de diesel russo pelos EUA e intensificação de ataques…

Publicado em 4 min de leitura
Mapa da Ucrânia com cidades atingidas por ataques russos destacadas em vermelho
Foto: Reprodução/TerraVer na fonte

Neste sábado (10 de outubro), o presidente americano Donald Trump reafirmou sua posição de que o líder russo Vladimir Putin procura firmar um acordo para encerrar o conflito na Ucrânia, ao mesmo tempo em que responsabilizou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por se recusar a alcançar um entendimento. Suas observações foram feitas poucas horas após Trump condenar com dureza Zelensky e sugerir que a Ucrânia necessita de um novo presidente.

Neste sábado (10 de outubro), o presidente americano Donald Trump reafirmou sua posição de que o líder russo Vladimir Putin procura firmar um acordo para encerrar o conflito na Ucrânia, ao mesmo tempo em que responsabilizou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por se recusar a alcançar um entendimento. Suas observações foram feitas poucas horas após Trump condenar com dureza Zelensky e sugerir que a Ucrânia necessita de um novo presidente.

Diante de repórteres, Trump declarou: "Acho que a Rússia gostaria de fechar um acordo, e conversamos sobre isso várias vezes. Mas, por um motivo ou outro, Zelensky não quer fechar um acordo". Questionado sobre comunicações recentes com Moscou, reforçou: "O presidente Putin gostaria muito de ver uma solução", em referência à conversa telefônica entre ambos realizada na sexta-feira (9).

Em momento anterior, ao defender que os ucranianos necessitam de um "novo líder capaz de chegar a um acordo", Trump voltou a criticar os ataques de Kiev contra refinarias russas, considerando-os prejudiciais ao cenário global de escassez de combustível diesel. "É melhor ele parar", advertiu o presidente americano, comentário que emerge um dia após Washington e Moscou anunciarem um acordo para compra massiva de diesel russo.

Acordo de diesel entre EUA e Rússia

O pacto é considerado uma estratégia para atenuar parcialmente a elevação dos preços de combustíveis nos Estados Unidos, fenômeno que começou em fevereiro com o início da guerra liderada por Trump e Israel contra o Irã. Os negócios com a Rússia, apesar das sanções ocidentais ainda vigentes contra Moscou, ocorrem a menos de um mês de eleições legislativas decisivas para o restante da gestão do bilionário americano.

Kirill Dmitriev, principal negociador econômico de Vladimir Putin, considerou as declarações de Trump sobre o abandono de seu respaldo ao presidente ucraniano como "históricas". Em contraposição, o ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, sustentou que Volodymyr Zelensky "conta com o apoio do povo ucraniano" e "merece ser apoiado".

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, expressou sua "total solidariedade" ao presidente ucraniano durante uma chamada telefônica entre os dois governantes.

Reação de Kiev

Volodymyr Zelensky qualificou o acordo russo-americano como uma "decisão fraca" dos Estados Unidos, interpretando-a como oportunidade vantajosa para a Rússia recompor sua tesouraria e fortalecer sua máquina de guerra.

Conforme informações de Washington e Moscou, a Rússia deve entregar 300 mil toneladas de diesel aos Estados Unidos e ao mercado internacional a partir de outubro, com previsão de aumento para 1 milhão de toneladas em dezembro.

O Kremlin divulgou no sábado que Vladimir Putin "recebeu com compreensão" as propostas americanas de "medidas visando à desescalada" na Ucrânia durante a ligação com seu homólogo dos EUA, sem revelar informações adicionais.

Zelensky também denunciou novos bombardeios russos que provocaram 21 mortes no sábado, predominantemente em Zaporíjia, no sudeste ucraniano. Ele declarou de forma sarcástica: "A Rússia expressou seus agradecimentos pelo levantamento das sanções às exportações de diesel lançando cinco bombas contra prédios residenciais em Zaporíjia".

Escalada de ataques russos

Nos últimos meses, Moscou aumentou significativamente seus ataques contra território ucraniano, resultando em crescente número de baixas entre civis. No sábado, explosões ecoaram em Kiev, onde ofensivas russas provocaram cortes generalizados de energia elétrica e interrupção temporária do sistema de metrô, um indicativo da situação que os habitantes enfrentarão no próximo inverno.

Seis pessoas sofreram ferimentos nesses bombardeios realizados durante o dia. Cinco delas necessitaram hospitalização, de acordo com informações do prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.

Durante ligação telefônica com o presidente francês Emmanuel Macron, Zelensky comentou sobre "as dificuldades decorrentes do abrandamento das sanções sobre produtos petrolíferos" russos. O Palácio do Eliseu não se manifestou diante do anúncio do acordo entre Washington e Moscou.

Berlim, principal aliado militar de Kiev, simplesmente "tomou nota" da decisão americana e reiterou seu apoio à Ucrânia.

Com informações de Terra, RFI Brasil e UOL.

Fontes

Com informações de

  • Terra — Trump volta a defender Putin e reitera que Zelensky 'não quer acordo' para fim da guerra na Ucrâniaterra.com.br
  • RFI Brasil — Trump volta a defender Putin e reitera que Zelensky ‘não quer acordo’ para fim da guerra na Ucrâniarfi.fr
  • UOL — Trump volta a defender Putin e reitera que Zelensky 'não quer acordo' para fim da guerra na Ucrânianoticias.uol.com.br

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