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Transporte aéreo de sangue raro salva paciente em Minas Gerais via parceria

O SUS realizou o segundo transporte de sangue com tipo raro na cabine de um voo comercial, expandindo parceria com companhias aéreas para atender pacientes em estado grave com urgência.

Publicado em 3 min de leitura
Profissional de saúde segurando bolsa de sangue para transporte em procedimento hospitalar
Foto: Reprodução/EstadãoVer na fonte

Na quinta-feira, 8 de outubro, o Sistema Único de Saúde realizou sua segunda operação de transporte de sangue com tipagem rara na cabine de uma aeronave comercial, por intermédio de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e empresas aéreas.

Uma bolsa coletada no estado do Ceará chegou na sexta-feira, 9 de outubro, à cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde um paciente em situação crítica aguardava uma transfusão sanguínea, conforme informou o ministério.

Segundo a pasta, o paciente havia se submetido a um transplante renal. Na avaliação pré-transfusional, os testes identificaram a presença do anticorpo anti-Jsb, que pertence a um sistema diferente dos conhecidos ABO e Rh, tornando desafiador encontrar sangue adequado. Diante disso, a rede de hemoterapia recorreu ao Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), que localizou um doador compatível no Ceará.

Depois de ser acionado, o doador se apresentou ao hemocentro, onde a bolsa foi extraída e liberada ainda no mesmo período, conforme comunicado do ministério. O material foi encaminhado a Minas Gerais até o paciente que necessitava da transfusão.

Paciente de Juiz de Fora havia passado por transplante renal e presença de anticorpo anti-Jsb dificultou busca por sangue compatível
Paciente de Juiz de Fora havia passado por transplante renal e presença de anticorpo anti-Jsb dificultou busca por sangue compatível · Foto: Reprodução/Estadão · Ver na fonte

Essa não foi a primeira iniciativa do tipo. Em 12 de setembro do mesmo ano, uma bolsa com tipagem rara havia sido levada sem custo algum na cabine de um avião comercial, partindo de São Paulo com destino ao Piauí. O sangue foi destinado a um paciente com doença renal crônica em estado grave, e o procedimento de transfusão transcorreu sem complicações. De acordo com o ministério, o receptor manteve bom estado de saúde após a intervenção.

Conforme o Ministério da Saúde, a expansão do transporte de sangue com tipagem rara ocorre dentro do contexto do Acordo de Cooperação Técnica entre a pasta e as companhias aéreas, que já contemplava o envio sem custos de órgãos destinados a procedimentos de transplante. Durante 2025, a Central Nacional de Transplantes intermediou 2.016 transportes, sendo 1.716 deles realizados em voos comerciais e 300 em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

O projeto tem como objetivo diminuir o tempo necessário para o deslocamento e tornar mais rápido o atendimento de pacientes que necessitam de tipos sanguíneos com pouca frequência. Conforme relatou a pasta, anteriormente as bolsas eram movimentadas como carga, condição que implicava em períodos mais alongados e limitações operacionais.

Com a renovação do acordo, o deslocamento do material poderá ocorrer durante a noite, nos fins de semana e em dias feriados, permitindo que chegue ao paciente no prazo necessário para a realização da transfusão.

"Criado pelo Ministério da Saúde em 2013, o CNSR reúne atualmente 2.032 doadores e já contribuiu para o atendimento de mais de 300 pacientes", informou a pasta. Além dos sistemas ABO e Rh, existem outros antígenos presentes na superfície das hemácias. Uma tipagem sanguínea é considerada rara quando surge em menos de uma a cada mil pessoas testadas.

Com informações de Estadão e Folha de S.Paulo.

Perguntas frequentes

O que é sangue raro e como o SUS o identifica?

Sangue raro é aquele que ocorre em menos de uma a cada mil pessoas testadas. Além dos sistemas ABO e Rh conhecidos, existem outros antígenos nas hemácias. O SUS criou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR) em 2013, que reúne 2.032 doadores e permite localizar material compatível quando necessário.

Como funciona o transporte de sangue raro agora?

O sangue é coletado no hemocentro e liberado no mesmo dia. Por meio de acordo com companhias aéreas, é transportado gratuitamente na cabine de voos comerciais, inclusive à noite e em fins de semana, reduzindo o tempo de deslocamento comparado ao transporte como carga.

Qual foi o resultado da transfusão no primeiro caso similar?

No transporte realizado em 12 de setembro de 2026 de São Paulo ao Piauí, o sangue raro chegou a um paciente com doença renal crônica em estado grave. Segundo o Ministério da Saúde, o receptor manteve bom estado de saúde após o procedimento de transfusão.

Fontes

Com informações de

  • Estadão — Sangue raro é transportando pelo SUS em voo comercial para atender paciente em estado graveestadao.com.br
  • Folha de S.Paulo — SUS faz transporte aéreo de sangue raro do Ceará a Minas para atender paciente em estado graveredir.folha.com.br

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