Flávio Bolsonaro nega planos de cortar Bolsa Família e critica gastos do governo
O candidato à Presidência pelo PL rebateu acusações do PT sobre propostas sociais durante encontro no Rio de Janeiro e criticou a gestão econômica do governo Lula.

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou na sexta-feira (9) que sua campanha enfrenta "boataria" promovida pelo PT. Após conversar com lideranças políticas em um clube na Ilha do Itanhangá, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, Flávio declarou que "discursos mentirosos" sobre o Bolsa Família e suas propostas na área social circulam com intuito de prejudicar sua candidatura.
"Não existe isso de acabar com o Bolsa Família. Eu vou garantir o Bolsa Família para quem precisa. Vou garantir que o Estado chegue até você com capacitação e com qualificação. Vou fazer o maior programa de mobilidade social que este Brasil já viu", disse.
Em seu discurso, Flávio reforçou que busca "tirar o pobre da pobreza" e afirmou que sua intenção é permitir que essas pessoas melhorem suas condições econômicas mediante trabalho, formação profissional e acesso a crédito.
"Vamos dar uma atenção especial para as mulheres empreendedoras. A Caixa Econômica Federal vai ser o Banco da Prosperidade, vai ser o Itaú da favela, vai ser o Bradesco da periferia", declarou.

Promessas versus entrega no governo Lula
Conforme analisa Bárbara Baião, da XP, a concentração da administração em figuras do PT tornou mais difícil a comunicação com segmentos de eleitores do centro e centro-direita.

Possível repercussão da decisão do STF na reta final
Especialistas divergem quanto aos reflexos eleitorais da deliberação do ministro Alexandre de Moraes, que pode reforçar o discurso de Flávio contra o Supremo Tribunal Federal ou resultar em benefício para Lula.
O candidato também criticou a gestão econômica vigente, alegando que o governo estaria "injetando" montantes expressivos de dinheiro no mercado com motivação eleitoral. "O atual governo está fazendo isso: está injetando mais R$ 350 bilhões na economia só para tentar se reeleger. A consequência disso é inflação, comida mais cara e um salário que não dura até o dia 20", afirmou.
Flávio também ressaltou que, caso vença as eleições, funcionará em sintonia com Douglas Ruas (PL), que será o próximo governador do Rio, no enfrentamento de grupos criminosos. O candidato defendeu "declarar guerra" aos traficantes. "Douglas Ruas ganhou no voto por mostrar as melhores propostas, apesar de tentarem mudar as coisas no tapetão.", complementou.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deve recalcular os porcentuais dos candidatos ao governo do Rio no sábado (10), após a retirada dos sufrágios destinados a Anthony Garotinho (Republicanos). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a negação do registro dessa candidatura, que contabilizou 274.411 votos. Com a nova totalização, Ruas alcança mais de 50% dos votos válidos e será oficializado como governador eleito.
Perguntas frequentes
O que Flávio Bolsonaro propõe para o Bolsa Família?
Flávio afirma que garantirá o Bolsa Família para quem precisa e pretende criar o maior programa de mobilidade social do país, oferecendo qualificação, capacitação, acesso a crédito e atenção especial para mulheres empreendedoras através de instituições como a Caixa Econômica Federal.
Qual é a crítica de Flávio Bolsonaro ao governo atual?
O candidato acusa o governo de injetar R$ 350 bilhões na economia com objetivo eleitoral, causando consequências como inflação, aumento de preços de alimentos e redução do poder de compra dos salários.
Fontes
Com informações de
- InfoMoney — ‘Não vou terminar com o Bolsa Família’, repete Flávio Bolsonaro, no Rioinfomoney.com.br
- UOL — 'Não vou terminar com o Bolsa Família', repete Flávio Bolsonaro, no Rionoticias.uol.com.br
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