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Segundo turno presidencial: Flávio Bolsonaro e Lula voltam às urnas em outubro

Senador Flávio Bolsonaro (PL) e presidente Lula (PT) avançam para o segundo turno das eleições presidenciais em 25 de outubro após nenhum dos candidatos alcançar maioria absoluta no primeiro turno realizado neste…

Publicado em 6 min de leitura
Campanha das eleições presidenciais de 2026 com candidatos Flávio Bolsonaro e Lula
Foto: Reprodução/Agência SenadoVer na fonte

O pleito presidencial terá prosseguimento em segundo turno, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos principais postos. Com 99,97% das urnas apuradas, Bolsonaro alcançou a liderança com 47,04% dos votos válidos, totalizando 56.098.457 votos, enquanto Lula obteve 45,15% dos votos válidos, equivalentes a 53.846.396 votos. O segundo turno está agendado para 25 de outubro.

A participação eleitoral atingiu 78,92% dos inscritos, com índice de abstenção de 21,08%. O escritor Augusto Cury, pela legenda Avante, ocupou o terceiro lugar com 3.447.885 votos (2,89% dos votos válidos). Renan Santos, da Missão, recebeu 2.675.584 votos (2,25% dos votos válidos). Votos brancos e nulos somaram 1,84% e 2,93%, respectivamente.

O candidato Flávio Bolsonaro

Com 45 anos, Flávio Nantes Bolsonaro participa pela primeira vez de uma disputa presidencial. Atualmente representa o Rio de Janeiro no Senado, com mandato que vai de 2019 a 2026, e preside a Comissão de Segurança Pública. Bolsonaro foi responsável pela relatoria da legislação que culminou na Lei 14.843 de 2024, que restringe a liberação temporária de sentenciados, bem como daquela que reformulou a lei de turismo do país — Lei 14.978, também de 2024.

A indicação de Flávio como candidato da sigla Liberal adveio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofre declaração de inelegibilidade proferida pelo TSE em razão de abuso de poder político e comunicacional nas disputas de 2022, além de condenação posterior do Supremo Tribunal Federal (STF) por iniciativa golpista.

Nascido em Resende, no interior fluminense, em 1981, Flávio é graduado em direito. Principiou sua vida pública como parlamentar estadual a partir de 2003, sendo reeleito consecutivamente quatro vezes. Transferiu-se para o Senado em 2019, deixando a Assembleia Legislativa.

Seu companheiro de chapa é Alfredo Gaspar (PL), ex-promotor de justiça atuante em Alagoas que ingressou pela primeira vez na Câmara dos Deputados em 2023. No ano passado, desempenhou o papel de relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que apurou irregularidades em benefícios de aposentadoria e pensão.

O presidente Lula e sua reeleição

4/10/2026 - ELEIÇÕES 2026 - PRESIDÊNCiA DA REPÚBLICA - Os candidatos à Presdencia da República, Flavio Bolsonaro (PL) e Luis Inacio Lula da SIlva (PT) durante
4/10/2026 - ELEIÇÕES 2026 - PRESIDÊNCiA DA REPÚBLICA - Os candidatos à Presdencia da República, Flavio Bolsonaro (PL) e Luis Inacio Lula da SIlva (PT) durante · Foto: Reprodução/Estadão · Ver na fonte

Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva almeja manter-se no cargo presidencial. Sua origem é Garanhuns (PE), nascido em 27 de outubro de 1945. Com sete anos de idade, mudou-se com o núcleo familiar para São Paulo. Integrou a liderança do sindicato que agrupava metalúrgicos em São Bernardo do Campo e Diadema.

Durante o regime militar, em 1979, Lula presidiu movimentos grevistas na região do ABC Paulista, conquistando projeção nacional. É um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, estabelecido em 1980. Elegeu-se deputado federal em 1986 na representação paulista e atuou na formação da Carta Magna de 1988 enquanto membro da assembleia constituinte. Concorreu por três vezes à presidência, sendo derrotado no segundo turno por Fernando Collor em 1989 e terminando em segundo no primeiro turno contra Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998.

Lula cumpre seu terceiro mandato presidencial. Conquistou a presidência inicialmente em 2002 e foi reeleito, saindo do poder em 2010 com elevada aprovação popular. Retornou em 2023, superando Jair Bolsonaro. Em 2018, foi impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa, após condenação por corrupção passiva na 14ª Vara Federal de Curitiba. Em 2021, com divulgação de diálogos entre o então magistrado federal Sérgio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, o STF anulou sua condenação e restaurou sua capacidade eleitoral.

Seu vice na chapa é Geraldo Alckmin (PSB), que iniciou sua trajetória política em 1973 como vereador em Pindamonhangaba (SP). Alckmin governou São Paulo nos períodos de 2001 a 2006 e 2011 a 2018. Pleiteou a presidência em 2006, perdendo para Lula, e novamente em 2018, alcançando a quarta colocação.

Se vencedor, Lula poderá assumir um quarto mandato aos 81 anos, tornando-se o primeiro brasileiro a ocupar a presidência em quatro ocasiões, conforme informou a Terra. Se eleito, Flávio tomará posse aos 45 anos no dia 5 de janeiro de 2027, na mesma cadeira ocupada por seu pai entre 2019 e 2022.

Resultados da votação do primeiro turno

A votação para a Presidência no primeiro turno seguiu a seguinte ordem de classificação:

  • 1º lugar: Flávio Bolsonaro (PL) com 47,05% dos votos válidos
  • 2º lugar: Lula (PT) com 45,14%
  • 3º lugar: Escritor Augusto Cury (Avante) com 2,89%
  • 4º lugar: Renan Santos (Missão) com 2,24%
  • 5º lugar: Ronaldo Caiado (PSD) com 2,18%
  • 6º lugar: Zema (Novo) com 0,27%
  • 7º lugar: Samara (UP) com 0,10%
  • 8º lugar: Hertz Dias (PSTU) com 0,04%
  • 9º lugar: Clariana Barão (DC) com 0,03%
  • 10º lugar: Edmilson Costa (PCB) com 0,02%
  • 11º lugar: Veterinário Wilson Grassi (Democrata) com 0,01%
  • 12º lugar: Rui Costa Pimenta (PCO) com 0,01%

O cenário do segundo turno

Os dois candidatos que avançaram têm pouco mais de três semanas para expandir suas bases eleitorais, reduzir rejeições e conquistar os votos dos eliminados nesta etapa, segundo análise da JOTA. A campanha de Flávio procurará apoio de legendas que elegeram governadores e outras lideranças no campo conservador durante o primeiro turno, além de negociações com o Centrão. Antes desta votação, União Brasil, PP e Republicanos não integraram a coligação formal de Bolsonaro, ainda que tenham participado do processo eleitoral; com a iminência do segundo turno, os dirigentes dessas organizações começaram diálogos sobre possível adesão ao projeto pelejista.

Para Lula, um desafio relevante será ampliar seu desempenho numa conjuntura em que expressiva parcela do voto dos eliminados adveio de chapas de centro ou direita que fizeram oposição ao PT. Antes do primeiro turno, articuladores políticos petistas avaliavam que seria difícil obter apoio formal de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), concentrando esforços em obter ao menos a neutralidade de siglas e grupos políticos que não desejassem aderir a Bolsonaro.

Para o senador fluminense, outro obstáculo consistirá em consolidar o voto de direita e agregar sufrágios dos que fizeram frente ao governo em exercício. Zema e Santos constituem dois nomes com mais forte identificação antipetista dentre as candidaturas que tiveram destaque no pleito deste domingo. Caiado também se opôs ao executivo durante a campanha, embora tenha mantido rota independente dentro do espectro conservador com ressalvas também a Flávio.

A segunda fase da campanha tem início nesta semana. A propaganda gratuita destinada aos dois que avançaram será transmitida entre 9 e 23 de outubro, antecedendo a votação agendada para 25 de outubro.

Com informações de Agência Senado, Terra, JOTA e Estadão.

Fontes

Com informações de

  • Agência Senado — Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições para presidentewww12.senado.leg.br
  • Terra — Flávio Bolsonaro e Lula disputam o 2º turno das eleições presidenciaisterra.com.br
  • JOTA — Flávio Bolsonaro e Lula disputarão segundo turno da eleição presidencialjota.info
  • Estadão — Flávio Bolsonaro e Lula avançam para o segundo turno da disputa presidencialestadao.com.br
  • Agência Senado — Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições para presidentewww12.senado.leg.br

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