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Maracanã liberado: Vasco terá estádio confirmado para semifinal da Copa

Após 12 dias de batalha jurídica e resistência do Flamengo e Fluminense, a Justiça do Rio de Janeiro liberou o uso do Maracanã para o confronto de semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors, agendado…

Publicado em 4 min de leitura
Estádio do Maracanã preparado para receber partida de futebol
Foto: Reprodução/ge (Globo)Ver na fonte

A saga chegou ao fim: a Justiça deu sinal verde para que o Vasco disputa no Maracanã o jogo contra o Boca Juniors, partida válida pela semifinal da Copa Sul-Americana agendada para 20 de outubro. O pronunciamento saiu na noite de sexta-feira.

Doze dias marcados por recursos legais, decisões cautelares e comunicados públicos separam o primeiro pedido da vitória final. Confira abaixo a cronologia completa dos acontecimentos e entenda o papel de São Januário e Estádio Nilton Santos nessa disputa.

Maracanã como escolha primeira do clube: o Vasco recorreu ao menos três vezes à Justiça nos últimos 10 dias na tentativa de viabilizar o uso do estádio. Enfrentou a resistência do Consórcio Fla-Flu, que administra o local e levantou questionamentos sobre as condições do campo. Mas conseguiu vencer na esfera judicial.

  • Em 28 de agosto, o Consórcio Fla-Flu rejeitou a solicitação inicial (sem caráter processual) do Vasco para usar as dependências do estádio.
  • No dia 1º de outubro (quinta-feira), o Vasco protocolou sua primeira ação judicial visando a autorização para mandar a partida no Maracanã.
  • No dia 2, a 2ª Vara Cível da Capital suspendeu a ação porque havia concomitantemente outra demanda, de natureza popular, com o mesmo objetivo.
  • Pouco depois, o Vasco interpôs recurso contestando a suspensão, alegando que as duas ações guardavam independência entre si.
  • No dia 5 de outubro (segunda-feira), a instância judiciária carioca negou o pleito de tutela antecipada que o Vasco havia formulado para compelir o Consórcio a liberar o estádio.
  • Também no dia 5, o Ministério Público do Estado enviou um parecer ao Consórcio sugerindo que o confronto fosse realizado no Maracanã.
  • Já na terça-feira, o Vasco apresentou nova petição ao tribunal e comunicou à Conmebol que o jogo aconteceria no Rio de Janeiro.
  • Na quarta-feira, o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita negou o requerimento do Vasco para realizar a partida no estádio.
  • Na noite de quarta-feira, a Polícia Militar emitiu parecer técnico apontando o Maracanã como "a alternativa mais apropriada" para sediar o encontro.
  • Sexta-feira, o Vasco apresentou agravo interno na Justiça com pedido de urgência, ressaltando que a decisão anterior havia sido proferida por apenas um desembargador. A questão foi submetida à votação de uma câmara especializada.
  • À noite, após nova deliberação entre desembargadores, o Maracanã recebeu autorização para receber o Vasco.

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São Januário era a opção inicial: a escolha primeira do clube recaía sobre seu estádio — posição reafirmada até pelo presidente Pedrinho em conversa prévia. Porém, a capacidade da arena não alcança o mínimo estabelecido pela Conmebol, que exige 30 mil assentos. O clube buscou diversas autorizações especiais da entidade sul-americana, sem êxito.

  • O Corpo de Bombeiros autorizou o aumento do espaço reservado aos visitantes, permitindo acomodar 4 mil torcedores do Boca Juniors, tal qual requeria a Conmebol.
  • Em 30 de setembro, representantes do Vasco se encontraram com a Federação Estadual de Futebol e a Polícia para apresentar estratégia de segurança para a realização do jogo em São Januário.
  • A Prefeitura emitiu parecer favorável à partida na arena, considerando que as torcidas possuem histórico de relação pacífica.
  • Nem o Bepe (Batalhão de Operações Policiais Especiais) nem a Polícia Militar respaldaram a realização do jogo em São Januário.
  • Sem a aprovação unânime dos órgãos públicos municipais, o Vasco não conseguiu fundamentar um pedido de exceção junto à Conmebol.

Estádio Nilton Santos era visto como a última opção pelo Vasco, principalmente pela questão do gramado artificial. Pedrinho evitou contatos oficiais com o Botafogo, mantendo a expectativa pela liberação do Maracanã.

  • Após vencer o Botafogo na quarta-feira, o treinador Pedro Emanuel discursou na coletiva pedindo que o duelo com o Boca não acontecesse no estádio com piso sintético.
  • Horas antes da partida contra o Botafogo, Pedrinho buscou informações sobre possibilidades logísticas, quantidade de público e capacidade do Nilton Santos junto a pessoas de sua confiança, movimento que seria o primeiro desse tipo. Ao chegar ao local, inspecionou longamente o gramado.
  • O Consórcio Fla-Flu fez uma consulta direta ao Bepe verificando se o Nilton Santos reúne os requisitos necessários. O Vasco não foi comunicado dessa ação.
  • Atletas do Vasco também se manifestaram contrários à realização do encontro naquele espaço.

Com informações de ge (Globo).

Perguntas frequentes

Por que o Vasco enfrentou dificuldades para usar o Maracanã?

O Flamengo e Fluminense, que administram o estádio, questionavam as condições do gramado. Além disso, o Vasco precisava vencer na Justiça uma ação monocrática de um desembargador que havia negado o pedido anteriormente. A decisão foi revertida em votação entre uma câmara de desembargadores.

Qual era a capacidade mínima exigida pela Conmebol?

A Conmebol exigia uma capacidade mínima de 30 mil lugares. São Januário não atingia esse número, e embora o Corpo de Bombeiros autorizasse o aumento do setor visitante, nem o Bepe nem a Polícia Militar aprovaram a realização da partida naquele estádio.

Por que Estádio Nilton Santos não era prioridade?

O estádio possui gramado sintético, o que era visto pelo Vasco como problema para a qualidade técnica do jogo. O técnico Pedro Emanuel e jogadores também se manifestaram contrários ao local.

Fontes

Com informações de

  • ge (Globo) — 12 dias até a liberação: veja a linha do tempo do Vasco até ter o Maracanã contra o Boca Juniorsge.globo.com

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